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A Secretaria da Educação do Espírito Santo (SEDU), por meio do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (CEFOPE) e das Superintendências Regionais de Educação (SREs), realizou, nos dias 24, 25 e 26 de março, a primeira edição de 2026 da Formação dos Profissionais do Magistério (FPM). Prevista no calendário escolar da rede estadual, a ação aconteceu de forma presencial nas escolas e envolveu professores de todos os componentes curriculares, organizados por área de conhecimento.
Integrada à Trilha de Desenvolvimento Profissional Docente, com certificação anual de 120 horas, a FPM se consolida como um importante espaço de formação continuada articulado à prática pedagógica, promovendo momentos de reflexão coletiva, aprendizagem entre pares e construção de soluções alinhadas às realidades das escolas. A proposta reafirma o compromisso da SEDU com uma política de formação continuada mais conectada ao cotidiano escolar, fortalecida pela atuação do CEFOPE na articulação e desenvolvimento das ações formativas da rede estadual.
Em 2026, a FPM passou a adotar um novo modelo de formação, mais próximo da rotina das unidades escolares e das necessidades concretas do trabalho docente. Antes realizada de forma centralizada e em ambiente virtual, a formação agora acontece presencialmente nas escolas, integrada ao planejamento pedagógico e com maior participação dos professores. A mudança foi construída a partir de um processo de escuta da rede, que incluiu uma pesquisa em larga escala (Survey) com os profissionais da educação e uma oficina de governança com gerentes e SREs. A partir desse movimento, foi estruturado um formato de cascateamento, mais flexível, colaborativo e conectado às especificidades de cada escola.
Nesse modelo, o CEFOPE realiza o alinhamento do tema central em articulação com a Trilha de Desenvolvimento Profissional Docente; as SREs adaptam a proposta às realidades regionais; e as escolas, por meio de seus coordenadores pedagógicos, conduzem a formação com os professores. O resultado é uma proposta que fortalece a atuação em rede, valoriza o protagonismo docente e amplia a possibilidade de aplicação prática dos temas formativos no contexto escolar. Ao acontecer no próprio ambiente de trabalho dos educadores, a formação ganha mais sentido, mais aderência e maior potencial de transformação pedagógica.
Um dos principais destaques do novo formato da FPM está na valorização da aprendizagem entre pares, promovendo um espaço em que professores compartilham experiências, estratégias e percepções pedagógicas construídas a partir da prática. A professora coordenadora de área e docente de Língua Portuguesa do Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (CEEMTI) Professora Flávia Amboss Merçon Leonardo, em Vitória, Jéssica Ortega, destaca os avanços da proposta em relação ao modelo anterior. “Achei o modelo deste ano muito melhor que o anterior. No formato síncrono, a gente se dispersava com facilidade. Agora, a formação é mais envolvente e prática, conseguimos participar de forma mais ativa”, afirma.
Segundo a docente, um dos principais ganhos da experiência foi justamente a troca construtiva entre os professores, que amplia o olhar pedagógico e favorece a aplicação direta do que é discutido nos momentos formativos. Entre os exemplos vivenciados durante a formação, Jéssica destaca situações em que docentes de diferentes componentes curriculares apresentaram possibilidades de articulação entre áreas do conhecimento. Em um dos momentos, um professor de Educação Física compartilhou como princípios matemáticos podem ser explorados a partir das práticas esportivas. Em outro, uma professora de Língua Inglesa apresentou estratégias de atividades que dialogam com descritores da Avaliação de Monitoramento da Aprendizagem (AMA) de Língua Portuguesa. As experiências mostram como o espaço formativo pode contribuir para a ampliação de repertórios metodológicos, favorecer a interdisciplinaridade e fortalecer a construção de propostas mais integradas e significativas para os estudantes. “Esse trabalho mais integrado e colaborativo acaba refletindo diretamente na aprendizagem e na corresponsabilização de todos”, ressalta a professora.
A percepção também é compartilhada por professores de outras escolas da rede. Para o professor Frederico Pacheco Militão, da EEEFM Professor João Loyola, localizada no centro da Serra, o novo formato favoreceu a colaboração entre pares de forma mais próxima e produtiva, com atividades práticas objetivas que dialogam com a recomposição das aprendizagens, sem comprometer o tempo destinado ao planejamento docente.
A nova configuração da FPM reforça a compreensão de que a formação continuada precisa dialogar diretamente com os desafios reais vividos nas escolas. Ao sair de uma lógica mais centralizada e se aproximar do chão da escola, a proposta passa a favorecer um processo formativo mais contextualizado, participativo e efetivo. Essa mudança impacta não apenas a dinâmica da formação, mas também a forma como os professores se relacionam com o próprio desenvolvimento profissional. Ao compartilhar práticas, discutir desafios comuns e construir soluções de maneira coletiva, os educadores ampliam suas possibilidades de atuação pedagógica e fortalecem o sentido de corresponsabilidade pelo processo de ensino e aprendizagem.
Ao qualificar o trabalho pedagógico dos professores, a FPM contribui diretamente para o fortalecimento das experiências de aprendizagem dos estudantes da rede estadual. Quando a formação parte de situações concretas do cotidiano escolar e se organiza a partir das necessidades reais dos docentes, ela amplia a possibilidade de construção de práticas mais intencionais, contextualizadas e conectadas aos desafios da aprendizagem. Isso se reflete na organização do planejamento, na escolha de estratégias didáticas e na ampliação das conexões entre diferentes áreas do conhecimento. Os exemplos compartilhados durante a formação evidenciam esse potencial. A articulação entre Educação Física e Matemática, por exemplo, mostra como conteúdos podem ser trabalhados de forma mais significativa e contextualizada. Da mesma forma, o diálogo entre Língua Inglesa e descritores da AMA de Língua Portuguesa amplia possibilidades de intervenção pedagógica e fortalece o olhar coletivo sobre os processos de aprendizagem.
Com resultados positivos já nesta primeira edição de 2026, a expectativa é de que o novo modelo da FPM se consolide ao longo do ano e contribua para o fortalecimento da política de formação continuada da rede estadual. O subsecretário de Estado de Planejamento e Avaliação, André Melotti Rocha, destaca a importância desse movimento para o desenvolvimento profissional dos educadores e para o aprimoramento das práticas pedagógicas. “A expectativa é que o novo modelo se consolide ao longo de 2026 e na revisão da política de formação continuada da rede, reforçando o compromisso da SEDU com a formação como um processo permanente e essencial para o desenvolvimento profissional dos educadores e o aprimoramento das práticas pedagógicas por meio da criação de comunidades de aprendizagem profissional”.
Ao acontecer no próprio ambiente escolar, com foco na escuta, na colaboração e na prática, a FPM 2026 reafirma o compromisso da SEDU com uma formação mais próxima da escola, mais conectada aos professores e mais potente na construção de caminhos para a aprendizagem dos estudantes capixabas. Nesse processo, o CEFOPE segue desempenhando papel estratégico na articulação de ações formativas que fortalecem o desenvolvimento profissional docente e contribuem para a consolidação de uma educação pública cada vez mais comprometida com a aprendizagem e com a realidade das escolas da rede estadual.
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